domingo, 14 de fevereiro de 2010

Aprendizagem no Século XXI

Domingo uma reportagem do Fantástico chamou a atenção: Crianças descobrindo os eletrônicos do século passado. Mais interessante que ver a reação das crianças em utilizar uma máquina de escrever, um atari ou um disco de vinil é ouvi-las dizer que ficam o tempo no todo ligadas na internet, jogando video-games e usando celular.
Como escrevi no post anterior, essa é a Geração Y, que cresce ligada na tecnologia. O que para muitos é um sacrifício enorme entender toda essa inovação tecnológica, para eles é uma questão de "cliques".
Orkut, MSN, SMS, Avatar, Blog e MP3 são palavras comuns em seu vocabulário.
Diante de tantas características peculiares, como se dará a aprendizagem destas pessoas? Como escolas e universidades se preparam para isto? Como as organizações esperam capacitar estes profissionais? Bem, seja quais forem as perguntas, imagino que as respostas sejam, no mínimo, CRIATIVAS! É impossível imaginar o ensino do Século XXI da mesma forma que os modelos do Século passado.
Não que tais modelos sejam ruins. Passei minha infância e adolescência nos anos 80 e 90 e tenho ótimas referências educacionais nos colégios que passei, porém, aqueles eram outros tempos...
Hoje, a "molecada" aprende ciência assistindo vídeos no Youtube e geografia no Google Maps, sem contar a Wikipedia e a revolução das Redes Sociais, que proporcionam ricas trocas de conhecimento.
Ah, e os Games! Não poderia terminar sem falar deles. Os jogos fazem parte da vida de muita gente, desde o velho Atari até o PlayStation 3, arrebatam milhões para a frente de computadores, em casa ou em Lan Houses. Da mesma forma que são utilizados para entreter, os games estão sendo usados para CAPACITAR. Muitas empresas investem no desenvolvimento de games para capacitar colaboradores. É uma forma diferente de desenvolver competências nas pessoas, a partir de uma metodologia inovadora, extremamente interativa e que se encaixa perfeitamente com as características dos novos trabalhadores do século XXI.
Abraços e até a próxima!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O Treinamento Presencial vai acabar?

Hoje finalizei um treinamento presencial de 62 horas. Foi um treinamento bastante "puxado", que iniciava às 08:30 e terminava por volta das 20:00 todos os dias. O objetivo era capacitar e avaliar alguns usuários na utilização de um Sistema de Informação.
Neste treinamento, tive um insight sobre uma questão, no mínimo, curiosa: O TREINAMENTO PRESENCIAL VAI ACABAR?

Será que num futuro não muito distante, as empresas capacitarão os seus colaboradores somente através das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação)? E quanto às escolas fundamentais, universidades... uma lista infindável de instituições de ensino.
Hoje, observamos um movimento muito grande PRÓ EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA. As Universidades divulgam seus cursos neste formato, empresas implantam programas de educação continuada, utilizando o e-learning como forma de disseminação e retenção de conhecimento. Uma coisa há que se convir: Nunca se usou tanto a tecnologia para a educação, como nos dias atuais. Internet, DVD, Programas de TV, treinamento através do celular, onde num toque, a pessoa recebe uma porção de conhecimento.
Porém, dentre todas estas facilidades do mundo moderno, as pessoas ainda enfrentam dificuldades em "encarar" estes tipos de aprendizado. A geração Y, que nasceu após 1980, está crescendo neste meio e demonstrando que têm mais facilidades em aceitar e aprender nestes formatos. Mas, e os outros?
Empresas têm utilizado em vários programas de capacitação, o modelo Blended, que mistura os formatos e-learning e presencial, buscando a criação do "melhor dos mundos", trazendo as vantagens do ensino on-line e presencial num único treinamento.
Na minha opinião, o Treinamento Presencial não irá acabar e sim, passará por adequações, como esta do modelo blended. O "momento presencial" é muito importante para determinados tipos de treinamentos e que, por mais que os conteúdos on-line sejam envolventes, que possuam elementos que viabilizem o aprendizado, a velha sala de aula ainda proporciona experiências fantásticas na construção do conhecimento, trocas entre participantes e calor humano.
E você, o que acha? O Treinamento Presencial vai acabar?
Abraços!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Coaching: Solução de Gestão do Conhecimento

Pode parecer estranho, mas o Coaching é uma poderosa ferramenta de Gestão do Conhecimento Organizacional. Além do Coaching possuir compromissos com o Resultado, o processo também permite o desenvolvimento das pessoas.
Para atingir o seu objetivo, o coachee (pessoa que "recebe" o coaching) necessita adquirir competências técnicas e/ou comportamentais, que possibilitam o cumprimento do objetivo proposto. Desta forma, o Coaching também é uma ferramenta de Gestão do Conhecimento, pois auxilia o coachee a identificar o seu próprio conhecimento tácito e disponibilizá-lo para ser compartilhado nas empresas.
Lembrando que o Coaching é mais do que Treinamento, pois, se o objetivo é puramente o desenvolvimento de competências técnicas/comportamentais, um bom programa de treinamento, seja ele presencial ou a distância, poderia fazer isto. O coaching vai além disto, instigando o coachee a ir além de seus limites, buscando algo maior, desafiador, transformando intenções em ações, e ações em resultados.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O conhecimento é estratégico?

Olá pessoal!
É um enorme prazer poder estar aqui, discutindo e expondo minhas idéias sobre esta área fascinante: A Aprendizagem Organizacional. Este Blog faz parte de um projeto antigo, engavetado há meses... e que agora, finalmente, limpei a poeira e coloquei em prática. Entendo que para o conhecimento ter seu valor ampliado, é preciso que seja dinâmico, estar em movimento, ser compartilhado, multiplicado, enfim, precisa estar aberto, para ser debatido e construído constantemente. É com este desejo que inicio minha primeira postagem, para que a minhas perguntas e respostas sejam debatidas, compartilhadas, multiplicadas, negadas, ampliadas ou minimizadas, mas que estejam sempre em movimento, continuamente em construção na mente daqueles que por aqui passarem e deixarem também um pouco de si. Bom, para iniciar estes primeiros passos, gostaria de discorrer brevemente sobre o próprio nome deste site - Conhecimento Estratégico, ficando aqui uma pergunta muito relevante: O Conhecimento é estratégico? Existe um movimento muito comum ocorrendo nas organizações, principalmente aquelas de grande e médio porte, que frequentemente possuem um número significativo de colaboradores: MUITAS MUDANÇAS! Mas por quê tantas mudanças? Infindáveis mudanças que envolvem processos internos e também culturais.

Bem, entender e codificar as causas de todas estas mudanças, já renderiam vários posts, mas neste primeiro momento gostaria de falar um pouco sobre o passado e seu impacto no presente das organizações. Na célebre frase de Henry Ford, que diz "Por que toda vez que peço um par de braços vem um cérebro junto?" demonstra claramente o conceito que chamamos de Era Industrial. Uma Era que valorizava o empregado braçal, com empresas engessadas em suas hierarquias, extremamente burocráticas e, em sua maioria, desinteressadas em conhecer o que seus empregados pensavam, refletiam ou conheciam. Passado-se décadas, com o advento da informatização, a corrida tecnológica, surgimento da internet,a globalização, uma nova Era desponta: a Era do Conhecimento. Na Era do Conhecimento, a criatividade, a autonomia, a contribuição, a liderança e o talento são peças novas que passam a figurar neste grande quebra-cabeças. Porém, não faz tanto tempo assim que estas palavras apareceram no dicionário corporativo.
E assim, vivemos nos primórdios da Era do Conhecimento, mas que ainda possui muitos resquícios de Era Industrial, o que seria uma das explicações para as infindáveis mudanças nas organizações atuais, que buscam ajustar-se às atuais conjunturas sociais, políticas e econômicas.
Hoje, o ativo intangível de algumas empresas vale muito mais do que a soma de todo o seu patrimônio tangível, como os casos da Microsoft, Google, Coca-Cola, Mac Donalds, etc, ou seja, o Capital Intelectual assume um papel importantíssimo na Era do Conhecimento, onde as empresas passam a valer, não somente pelas suas máquinas, prédios ou estoques, mas também pelo que representam socialmente, como a sua marca, o conhecimento de seus colaboradores e a sua contribuição para a planeta. Então, o Conhecimento é Estratégico? Respondo um alto e sonoro SIM, com a certeza de que, a cada ano, isto estará mais presente no dia a dia de qualquer organização que quer se manter viva neste século. Criar e manter projetos de Gestão do Conhecimento, que aproximam as pessoas, afrouxem as amarras da burocracia, que retenham, armazenem e disseminem informações relevantes para o crescimento e formação intelectual de seus colaboradores, são iniciativas vitais na Era do Conhecimento, que apenas está começando.
Abraços!